segunda-feira, abril 25, 2005

VITÓRIA DO VERMELHO 

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Num jogo estranho, e com o Estádio do Algarve lotado, o Benfica venceu o Estoril por 2-1 e está apenas a 360 minutos do título nacional.

Desde o início foi o Benfica que comandou as operações, mas à passagem do primeiro quarto de hora, o Estoril chega inesperadamente à vantagem por intermédio de Paulo Sousa, com a ajuda involuntária de Ricardo Rocha, que enganou Moreira - Trapattoni voltou a surpreender ao colocá-lo no 11 inicial. A partir daí, o Benfica continou a tentar acercar-se da baliza de Jorge Silva, cerco esse que aumentou aos 25 minutos, quando Rui Duarte foi expulso por acumulação de amarelos - a equipa canarinha desde o início adaptou uma postura agressiva na disputa da bola, e Rui Duarte pagou por isso. O técnico benfiquista não esperou muito tempo e lançou Mantorras no lugar de Nuno Assis que, mais uma vez esteve ausente, alargando a frente de ataque e obrigando o Estoril a jogar cada vez mais próximo da sua baliza, onde Jorge Baptista ia adiando o que parecia inevitável.

Na segunda parte, a história do jogo manteve-se, com o Benfica a tentar por todos os meios chegar ao empate, mas os processos utilizados eram ineficazes, ora porque a equipa não pensava o jogo, ora porque os jogadores canarinhos iam chegando para as encomendas. Até que a 15 minutos do final, na sequência de um livre, Luisão cabeceia parao golo da igualdade - aproveitando um chega para lá de Nuno Gomes sobre o defesa estorilista que o marcava - acabando com o sofrimento de quase 30 mil adeptos presentes no estádio.

Logo a seguir ao golo, João Paulo - que havia entrado no 2º tempo - vê o cartão vermelho directo, supostamente por bocas, obrigando ainda mais a sua equipa a recuar e promovendo o empolgamento dos encarnados. E foi assim que aos 82 minutos, e novamente na sequência de um lance de bola parada, que o Benfica marcou o golo da vitória, por intermédio do inevitável Pedro Mantorras, que nos últimos jogos tem sido uma autêntica pérola negra.

Até final, o Estoril pouco mais conseguiu fazer do que tentar passar a linha do meio campo, enquanto o Benfica controlava a partida a seu bel-prazer, e saboreando desde logo os 3 pontos da vitória que lhe conferiam a liderança da Superliga.

A arbitragem foi extremamente contestada pela equipa técnica estorilista, e a verdade é que Hélio Santos teve uma noite complicada. O jogo agressivo da equipa da "casa" não ajudou ao ajuizar correcto de alguns lances, mostrando cartões em jogadas duvidosas e deixando passar outras sem admoestação. Nesse capítulo, errou para ambos os lados, sendo que nas expulsão de Rui Duarte pouco mais poderia fazer, pois este fez 2 faltas merecedoras de cartão. Em termos de lances duvidosos, o Estoril tem razões de queixa, uma vez que na 1ª parte Ricardo Rocha agarra Moses dentro da grande área, havendo motivo para a marcação de uma grande penalidade, e numa altura em que os canarinhos venciam e já jogavam com menos 1 jogador.


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