domingo, maio 29, 2005
E A TAÇA É DO SETÚBAL
O grande Vitória está de volta. Hoje ganhou a final da Taça de Portugal ao campeão Benfica por 2-1, num jogo em que a justiça ficou expressa no resultado do encontro.
Ao contrário do que se esperaria, foram os sadinos que pegaram no jogo. No entanto, logo aos 3' o Benfica chega ao golo através da marcação de uma grande penalidade. Após um rápido contra-ataque, Geovanni fica perante Moretto e é carregado(?) dentro da área de rigor.
Se pensaram que o Setúbal ia abanar com este golo, puro engano. Os sadinos mantiveram a serenidade e controlavam a partida perante uma equipa benfiquista abúlica e totalmente alheada do jogo - como que anestesiada pela conquista do campeonato. Aos 25' chega o justo prémio da igualdade, por intermédio de Manuel José, que contou ainda com a ajuda involuntária de Ricardo Rocha.
Até ao intervalo continuou a ser o conjunto do Sado a equipa mais compacta e mais eficaz no encontro, apesar dos encarnados terem disposto de duas claras oportunidades no dealbar da primeira parte.
A segunda parte foi mais fraca em todos os aspectos. O Benfica, naturalmente, procurou pegar no jogo, enquanto o Setúbal tornou-se mais defensivo, preparando jogar na contra-ofensiva. Como consequência, tivemos um jogo pastoso, muito jogado no meio do terreno e com poucas oportunidades, até que chegamos ao minuto 72.


Ricardo Chaves aproveita o espaço concedido pela defensiva benfiquista na zona central, e remata forte para defesa incompleta de Moreira, aparecendo Meyong que, com a serenidade necessária, coloca a bola no fundo das redes, culminando a reviravolta no marcador.
Os milhares de setubalenses rejubilavam de alegria, enquanto os adeptos benfiquistas, incrédulos pela passividade dos seus jogadores, não queriam acreditar que a dobradinha lhes iria escapar.
Trapattoni ainda colocou Delibasic e Mantorras, mas nem o sérvio nem o angolano conseguiram trazer a eficácia que faltou durante todo o encontro ao conjunto encarnado.
O final da partida chegou, e com ele todos os sadinos exteriorizaram as emoções que o regresso aos grandes feitos pode trazer. 38 anos depois, o Vitória de Setúbal voltou a conquistar a Taça de Portugal, brilhantemente erguida pelo capitão Hélio, que merece terminar a sua longa carreira com este prémio.
BOLA NA ÁREA