quarta-feira, maio 11, 2005
O MANIFESTO. E A MANIFESTAÇÃO,PARA QUANDO É?
A reunião promovida pelos 3 principais clubes lisboetas para discussão de questões relacionadas com o futebol profissional em Portugal foi quase tão concorrida como os jogos da Superliga e Liga de Honra. Dos 36 clubes com convite, apenas 9 aceitaram o dito, o que é manifestamente pouco para quem quer tentar revolucionar o futebol em Portugal.
Duas análises primeiras podem ser retiradas daqui: ou Valentim Loureiro continua a ter um protagonismo difícil de quebrar - as declarações que prestou ontem sobre a reunião realizada são elucidativas da divergência de opiniões -, ou então a mensagem que Benfica, Sporting e Belenenses queriam passar não vingou.
Colocar os órgãos do futebol - nomeadamente a arbitragem - mais próximo do Estado só pode ser uma piada de mau gosto, quando se sabe as relações existentes entre organismos estatais e os clubes, com os 3 grandes à cabeça, é já demasiado estreita.
Tenho para mim que o caminho passa efectivamente por um brainstorming dos agentes futebolísticos, mas não da forma que os três clubes lisboetas - principalmente Benfica e Sporting - quiseram implementar. Grande parte das questões existenciais do universo futebolístico nacional dizem muito respeito aos chamados pequenos, que sofrem com a concorrência desleal dos grandes nos mais variados aspectos do jogo - dentro e fora do campo. É por eles que tem de iniciar-se a revolução que se pretende, tal como fizeram os clubes italianos no que diz respeito às verbas das transmissões televisivas.
BOLA NA ÁREA