terça-feira, maio 17, 2005

OS DESAFIOS DE COUCEIRO 

Surpreendentemente (ou talvez não), o FC Porto tem ainda a possibilidade de reconquistar o título de campeão nacional. Uma época totalmente descontextualizada da história recente do clube, com entradas e saídas de jogadores e treinadores, e erros pouco habituais na rigorosa gestão de Pinto da Costa e seus pares.
José Couceiro chega ao clube numa altura em que Victor Fernandéz estava a criar condições para o seu trabalho, apesar de não ter a massa associativa do seu lado. Em tempos escrevi que a grande falha do espanhol era ser politicamente correcto, o que não vai muito ao encontro do estilo do normal treinador dos dragões. Não parecia também ser Couceiro a incorporar esse modo de estar, pois o seu discurso era igualmente "polite", mas aos poucos tem-no modificado e moldado a um estilo que, concorde-se ou não, se coaduna com aquilo que Direcção e adeptos apreciam. De facto, ao discurso escorreito, Couceiro juntou-lhe a pontinha de polémica necessária para espicaçar internamente e agitar a rivalidade salutar com outros clubes, nomeadamente os que também lutam pelo título. Esse desafio foi ganho.
No campo, a equipa tem tido momentos bons contrastando com outros menos conseguidos, um pouco à imagem do que tem sido a época portista. Mesmo assim, à entrada da última jornada ainda pode sonhar com o deslize do Benfica a algumas centenas de metros do Dragão, em casa do rival Boavista. Não é impossível e tanto José Couceiro como os jogadores sabem disso. É um desafio que pode ajudar e muito no desenvolvimento da sua carreira dentro do FC Porto...ou talvez não.

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